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Meu Lugar em Marte.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

É tão estranho como ultimamente eu tenho me sentido uma extra terrestre em todos os lugares em que eu vou. Até nos lugares onde eu costumava me sentir bem, hoje em dia me sinto como ET também. Estar na escola pra mim, sempre foi meio como um refúgio, era o lugar onde eu me sentia bem, à vontade, onde não tinha ninguém da igreja, família, bairro e agora de repente meu refúgio já não é mais o meu refúgio, já não me sinto mais à vontade ali, me sinto como um bicho acuado, vendo os olhares estranhos dos outros.Ando pelos corredores da escola procurando ao menos UM olhar amigo, não encontro. Tudo o que vejo são rostos estranhos, novos demais, que não pertencem aquilo que me traz paz. As vezes olho ao redor e vejo que nada mais faz sentido, os papéis encontram-se perdidos, ambíguos. Os amigos já não me são mais fiéis e confidentes, minha casa já não é mais o lugar onde encontro paz e conforto. A escola não é mais meu refúgio. Apenas uma coisa permanece igual: eu continuo perdida em mim mesma. 
Para mim está se tornando normal estar rodeada de gente e mesmo assim me sentir só, pode parecer meio cliché, mas é assim que é. É como se as vezes o resto do mundo NÃO EXISTISSE, não ouço, não vejo e não sinto nada, sinto-me apenas como mais um corpo vagando em meio a multidão, seguindo uma rotina tediosa e automática, uma vida cheia de palavras perdidas e desconexas, onde olhares estranhos já não incomodam (viraram rotina), onde palavras ferinas e maliciosas não incomodam, onde cicatrizes são formadas encima de cicatrizes e assim tudo prossegue.
Sabe quando por causa de uma dor, outra dor não se sente? Pois é, minha alma está assim, dolorida, fria, porém não mais resistente. Os anos não me fizeram aprender a driblar minha dor, minhas lágrimas, meus gritos silenciosos. Hoje tenho descoberto coisas novas sobre mim.
Descobri que as vezes eu não vivo, as vezes não respiro, mas ainda assim prossigo amando.

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